CAU/BR defende planejamento urbano como política de Estado

Reportagem da revista SFI destaca o pensamento do Conselho sobre o futuro das metrópoles

SFI“Crescer com qualidade, desafio das metrópoles” é o título da matéria de capa da mais recente edição da revista SFI (Sistema de Financiamento Imobiliário), publicação da ABECIP (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).

Em seis páginas, a revista relata a explosão demográfica e os crescentes problemas de mobilidade urbana e busca por habitação e serviços públicos de qualidade nas grandes metrópoles do país, em contraponto aos atrativos que elas oferecem como mercado de trabalho e centros de educação e cultura.

Qual é a saída: “Nossas cidades precisam, antes de tudo, de planejamento como política de Estado”, diz Haroldo Pinheiro, presidente do CAU/BR, um dos entrevistados. As soluções de seus dilemas não podem mudar junto com cada novo prefeito. “E isso não depende apenas dos esforços das administrações municipais. Os vultuosos recursos do programa “Minha Casa Minha Vida”, por exemplo, poderiam ser utilizados para reorganizar as cidades em benefícios de todos, não se restringir simplesmente à produção de milhões de moradias”.

Para ele, o primeiro passo seria a integração de uma política nacional de desenvolvimento urbano com a política econômica, de maneira que se possa enxergar o Pais como um todo, as vocações naturais e os destinos estratégicos de cada região, objetivando a desconcentração sustentável das metrópoles e das cidades de médio porte. Isso não virá de cima para baixo. “Entendo que é necessária uma conscientização da sociedade do papel do planejamento e os resultados positivos que ele pode trazer para as cidades em um curto prazo de tempo. As manifestações de junho de 2013, ainda que com objetivos difusos, deram indicio de que esta conscientização começa a ser construída, mas nos falta ainda avançar muito nesse campo”.

Para ele, as grandes cidades devem conter ao máximo seu crescimento horizontal e atentar para não ocupação das áreas de risco e a substituição do conceito de mobilidade para conectividade urbana, que vai além da mobilidade, incorporando à mesma os espaços urbanos e a arquitetura. A importância do concurso público de projetos, proposta pela Unesco, é ressaltada por Haroldo Pinheiro como uma solução já utilizada por diversos países em busca de soluções para as cidades.

O presidente do CAU/BR afirmou à revista que “resolver o problema habitacional não é só tentar solucionar uma questão econômica. A moradia é muito mais que a construção, assim, os bancos deveriam ter o poder de analisar tecnicamente os projetos habitacionais financiados por eles e aprova-los somente se seu objetivo final, o de construir habitação, fosse cumprido. Nessa análise deveria haver também uma métrica para se aferir os custos/benefícios do empreendimento para a cidade como um todo”. No caso dos bancos públicos, ainda melhor seria que eles tivessem uma visão holística das cidades, sincronizadas com o planejamento proposto nos planos diretores de desenvolvimento urbano”.

O arquiteto e urbanista Jaime Lerner, por sua vez, disse à revista que a sustentabilidade e a mobilidade são dois pontos cruciais para o futuro das cidades. Nesse sentido, a educação tem papel essencial para o desenvolvimento urbano. Como exemplo lembrou que, em 20 anos, Curitiba tornou-se a cidade com maior índice de reciclagem do mundo. Cândido Malta, também arquiteto, ex-secretário de planejamento de São Paulo, chamou a atenção para a necessidade de não apenas elaborar, mas respeitar os projetos de desenvolvimento metropolitano, o que muitas Prefeituras não fazem.

Leia a íntegra da reportagem clicando aqui.

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