Curtas da Construção

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Empréstimos para aquisição de imóveis recuam 39,6% –
O volume de empréstimos para aquisição e construção de imóveis recuou 39,6%, para R$ 5,6 bilhões, em maio na comparação com abril, e 42,3% em relação a igual mês do ano passado. O desempenho das concessões reflete as medidas restritivas adotadas por alguns agentes do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) em decorrência da redução dos recursos depositados nas cadernetas de poupança.Para os próximos meses, entretanto, as medidas anunciadas pelo Banco Central, que permitem a utilização de parte do depósito compulsório para o crédito imobiliário, tendem a elevar as concessões, de acordo como o SBPE. No acumulado de 2015, até o quinto mês, foram destinados R$ 38,9 bilhões para a aquisição e construção de imóveis, resultado 11,8% inferior ao apurado no mesmo período de 2014. Nos últimos 12 meses encerrados em maio, o volume de créditos alcançou o montante de R$ 107,7 bilhões, queda de 6,2%. O volume total de recursos aplicados na caderneta é de R$ 507,7 bilhões. (DCI, 29/06/2015)

Aluguel recua 0,9% – O aluguel de casas e apartamentos recuou 0,9% em maio em relação ao mesmo mês do ano passado, de acordo com pesquisa do Sindicato da Habitação (Secovi-SP). O porcentual é inferior à inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), da Fundação Getúlio Vargas, de 4,1% no mesmo período. Os imóveis de um e dois dormitórios tiveram alta de 0,35% e 0,30%, respectivamente, os de três quartos apresentaram queda de 1,3% em seus aluguéis. A modalidade de garantia mais comum foi o fiador, responsável por 47% das locações efetuadas. Depósito de até três meses esteve presente em 34% e o seguro fiança apareceu em 19% das moradias alugadas. (O Estado de S. Paulo, 28/06/2015))

IGP-M acelera para 0,67% em junho e tem alta de 4,33% no 1º semestre – A inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) acelerou para 0,67% em junho, após se situar em 0,41% em maio, informa a Fundação Getulio Vargas (FGV). As três categorias do indicador – atacado, varejo e construção – registraram avanços mais marcados. Em junho de 2014, o IGP-M teve deflação, de 0,74%. A taxa deste mês ficou acima da média apurada pelo Valor Data junto a 14 instituições financeiras e consultorias, de 0,65%. O intervalo das estimativas variou de 0,62% a 0,68%. No ano, o IGP-M acumula alta de 4,33% e, em 12 meses, avanço de 5,59%. O indicador é usado como referência para o reajuste de contratos, como os de aluguel. No atacado, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu de 0,30% em maio para 0,41% um mês depois. Houve um redução no ritmo de queda nos produtos agropecuários (-1,51% para -0,23%) e um abrandamento no passo de alta dos produtos industriais (1,01% para 0,66%). Minério de ferro, batata-inglesa, carne bovina, ovos e adubos pressionaram por um lado, enquanto tomate, milho, farelo de soja, mandioca e arroz impediram alta maior no IPA. No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,83% em junho, seguindo elevação de 0,68% em maio. Cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram taxas mais altas, com destque para Despesas diversas (0,87% para 5,47%), pressionado por jogo lotérico (2,76% para 49,37%). Também avançaram mais Alimentação (0,67% para 0,98%), Transportes (0,14% para 0,28%) e Educação, leitura e recreação (0,44% para 0,82%). Comunicação saiu de queda de 0,04% para aumento de 0,25%. Em contrapartida, tiveram altas mais modestas Saúde e cuidados pessoais (1,48% para 0,79%), Vestuário (1,17% para 0,37%) e Habitação (0,75% para 0,70%). Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou em junho variação positiva de 1,87%, acima do resultado de maio, de 0,45%. (Folha de S. Paulo, 29/06/2015)

Crédito em 2015 terá desempenho mais fraco em 12 anos – O Banco Central previu nesta semana, que o mercado de crédito em 2015 terá o desempenho mais fraco dos últimos 12 anos. A retração econômica, somada ao ciclo de alta dos juros, levará a uma expansão de apenas 9% dos financiamentos. Os bancos públicos continuarão a puxar os empréstimos, mas não com o mesmo vigor de antes. O setor imobiliário também já vem perdendo a força nos últimos meses. Apesar disso, os juros para o consumidor não param de subir e bater recordes de alta. “A nova projeção está mais realista, pois já estava meio claro que o crescimento seria menor do que 10%”, avaliou o economista do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves. O temor do brasileiro em se endividar em um momento de fechamento de postos de trabalho e os bancos mais seletivos na hora de conceder linhas também ajudam a formar a expectativa de que o volume de financiamentos vai desacelerar pelo quinto ano consecutivo. A projeção anterior do BC era de expansão de 11% do crédito este ano ante alta 11,3% em 2014. Em 2003, a elevação foi de 8,81%. “Boa parte dessa revisão decorre da evolução do crédito nos primeiros cinco meses do ano”, disse o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel. De janeiro a maio, o estoque de dinheiro emprestado subiu 2,1%, para R$ 3,081 trilhões. Em 12 meses, a alta é de 10,1%, o que pressupõe que está embutida na previsão do BC uma queda em algum momento até o final do ano. O financiamento imobiliário, apesar de mais resistente, também dá sinais de esfriamento, como em maio, quando subiu 1% ante abril. “O crescimento imobiliário mensal é pequeno para a modalidade, que geralmente tem altas mensais próximas a 2%”, comparou Maciel. Ele lembrou que esse segmento atingiu o pico de crescimento em 2010, de 56%, e que a partir daí houve desaceleração desse mercado. Em 12 meses até maio passado, a alta está em 24,5%. Já as concessões de crédito imobiliário com recursos direcionados para pessoas físicas despencaram 29% no mês passado em relação a abril. Maciel comentou, no entanto, que variações mensais oscilam muito e, por isso, o melhor é observar resultados acumulados. Nos primeiros cinco meses do ano, a alta é de 0,9%. O juro desse segmento ainda é menor que o das demais modalidades – ficou em 10,1% ao ano no mês passado. A taxa de juros média de mercado em maio foi de 42,5% ao ano, o maior da série iniciada em 2011. Também foi recorde o juro cobrado no rotativo do cartão de crédito, de 360,5% ao ano. A cobrança se dá sobre o valor que sobra da fatura quando o consumidor decide pagar apenas o valor mínimo. (Tribuna do Norte, 28/06/2015)

Bairro muda de status com shopping novo na vizinhança – Ruas estreitas de difícil mobilidade e casas com tijolo aparente caracterizam o bairro Jardim Flor da Montanha, que desde abril abriga o luxuoso Parque Shopping Maia.O novo centro comercial, voltado para classes Ae B, levou grifes internacionais para a cidade e atraiu diversos empreendimentos residenciais de alto padrão, que transformaram o bairro em um enorme canteiro de obras. O nome do shopping faz referência ao Bosque Maia, o maior parque urbano de Guarulhos, que fica a pouco mais de um quilômetro de distância. No entorno do Bosque estão alguns dos bairros mais nobres da cidade, com opções de lazer e serviços. Em um estágio avançado de construção e colados ao shopping estão condomínios gigantescos como o Cidade Maia, da construtora Eztec, e o Parque Residence, da PDG. O primeiro se apresenta como bairro planejado, com praça e bosque privativos, além de serviços como personal trainer, lavanderia, pet shop, massagem e camareira. Em Guarulhos, um dos principais atrativos em relação à capital é o preço do metro quadrado, cerca de 45% mais barato, segundo pesquisa da Brasil Brokers. O estudo indica ainda que 37% dos compradores dos lançamentos são de São Paulo, sobretudo das zonas norte e leste. O investimento menor foi decisivo para o engenheiro Henrique Ferro, 29, trocar a capital por Guarulhos. Prestes a se casar, ele e a futura mulher compraram um imóvel na planta há três anos na região do Bosque Maia. Enquanto espera a entrega das chaves, mora na zona leste. “Buscamos em São Paulo, mas os imóveis eram menores e, em média, 25% mais caros”, diz ele, que vê no novo shopping um motivo de valorização em Guarulhos. Bruna Lopes, 30, moradora do distrito Maia, destaca a oferta de lazer e comércio, além do clima de segurança. No entanto, reclama do trânsito, que ela diz ter piorado com os empreendimentos. AEROPORTO Outras regiões que crescem na cidade são Vila Galvão e Vila Augusta, que se beneficia do Internacional Shopping Guarulhos e do fácil acesso à rodovia Presidente Dutra. Uma estação de metrô está prevista para 2020. Nos arredores predominam casas humildes, mas já há prédios em construção ou entregues recentemente. Entre eles o Class ( Tibério), o Wi ( Tecnisa), o Compasso ( Plano e Plano), e um lançamento da MRV, o Spazio Santa Bárbara. Moradores consideram a região segura, mas reclamam de um riacho poluído. O ajudante geral Júlio Marques Araújo, 20, nasceu na Vila Augusta e aponta o shopping e o Parque Fracalanza como pontos altos. “Faço tudo a pé”, diz. (Folha de São Paulo, 28/06/2015)

Petrobras anuncia redução de 37% nos investimentos em novo plano de negócios – A Petrobras anunciou nesta segunda-feira que planeja investir US$ 130,3 bilhões entre 2015 e 2019, uma queda de 37% em relação ao seu Plano de Negócios e Gestão 2014-2018, segundo fato relevante. A estatal reduziu sua projeção de investimentos após ter sido atingida desde o ano passado pelo escândalo de corrupção investigado pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal, com impactos financeiros e na cadeia de prestadores de serviços.(Reuters, 29/06/2015)

Fonte: CTE – Centro de Tecnologias de Edificações

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