Entidades se manifestam contra a demolição do Hotel Reis Magos, em Natal

Em nota pública, SINARQ-RN repudia parecer do MPF a favor da construção de empreendimento no local do prédio considerado icônico para a capital do Rio Grande do Norte

Hotel Reis Magos
O Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas do Rio Grande do Norte (SINARQ-RN) publicou na última semana nota pública em resposta ao parecer emitido pelo Ministério Público Federal do Rio Grande do Norte (MPF-RN) a favor da demolição do Hotel Reis Magos, em Natal. A entidade é contra ao exposto no parecer, uma vez que reconhece a importância da edificação como patrimônio histórico da cidade.

O prédio do hotel, inaugurado em 1965 e fechado desde 1995, é alvo de ação cautelar que tramita na 5ª vara Federal, movida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) contra o Município de Natal e um grupo hoteleiro.

De acordo com o documento publicado pelo MPF no dia 11 de março, do procurador da República Kleber Martins, “preservar a inútil e sem serventia estrutura do Hotel Reis Magos não acrescentaria em nada ao patrimônio cultural, histórico e arquitetônico de Natal, senão perenizaria um cartão postal decrépito e representativo da decadência da atividade turística nas Praias dos Artistas, do Meio e do Forte, que tanto depõe contra a cidade”.

O procurador argumenta que a manutenção da atual estrutura do hotel desativado contribuiria para dar continuidade a um problema social e de saúde, pois o prédio “vem sendo utilizado como dormitório de desabrigados, acumulando lixo e contribuindo com a proliferação de vetores de doenças, como ratos e insetos”.

O MPF observa ainda que a sociedade tem se posicionado a favor da demolição do prédio e da construção no local de algum empreendimento que sirva como atração de turistas para a orla da Praia do Meio com a consequente geração de empregos e receitas para a cidade.

Para o SINARQ-RN, “a afirmação de que o Hotel Reis Magos não tem, para Natal e para o Rio Grande do Norte, apelo histórico, turístico, paisagístico, arquitetônico ou de outra ordem é um equivoco que não encontra guarida em nenhuma pesquisa séria”.

A nota pública contra o parecer do Ministério Público tem apoio do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RN); do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU-RN); do Departamento de Arquitetura da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (DARQ-UFRN); do Instituto dos Amigos do Patrimônio Histórico e Artístico-Cultural (IAPHAAC) e da Comissão de Direito Ambiental da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RN).

Fonte: AsBEA

Entre em contato

Não estamos disponíveis no momento. Mas você pode nos enviar um e-mail e nós reponderemos, o mais cedo possível.

Enviando
ou

Fazer login com suas credenciais

ou    

Esqueceu sua senha?