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07 de Janeiro de 2010
Obra no Ibirapuera é adiada pela 3ª vez
Felipe Grandin

Mais de um ano depois de ter sido aberta pela Prefeitura, a licitação para a reforma da marquise do Parque do Ibirapuera, na zona sul, está parada pela terceira vez. A continuidade do processo foi adiada pelo Tribunal de Contas do Município (TCM) porque uma das 17 empresas que participaram da concorrência entrou com recurso contra sua desclassificação no processo. O trâmite, iniciado em 2008, já havia sido adiado outras duas vezes porque outras concorrentes também entraram com recursos na Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente. Não há previsão para o início das obras.

 

Enquanto isso, a marquise, projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, deteriora enquanto aguarda a primeira reforma estrutural desde sua construção, em 1954. A reportagem observou, na estrutura de 615 m de comprimento, que vai da Bienal ao Museu AfroBrasil, 15 pontos de infiltração na laje, buracos no chão e pelo menos 40 lustres sem lâmpadas ou quebrados.

 

Para a arquiteta e presidente do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de São Paulo (Ibape-SP), Ana Maria de Biazzi, a demora na reforma pode prejudicar ainda mais a marquise, que já tem 50 m interditados desde novembro de 2008, depois que parte do acabamento ruiu. "É grave essa falta de manutenção. A tendência é piorar", diz.

 

O processo para a reforma da marquise começou em dezembro de 2008, quando a Prefeitura lançou a licitação. Depois dos dois adiamentos, entre aquele mês e março de 2009, a concorrência foi reaberta em abril do ano passado. A obra está orçada em R$ 17 milhões e inclui recuperação do piso, impermeabilização da laje e troca das luminárias. Está prevista ainda a demolição dos dois conjuntos de banheiros e a troca das lâmpadas fluorescentes por luminárias embutidas no teto. O monumento também terá nova pintura. A previsão é que os serviços terminem em até dois anos.

 

Enquanto as obras não começam, as 20 mil pessoas que visitam o parque de segunda a sexta-feira e as 130 mil que passeiam por lá nos fins de semana driblam as poças de água provocadas pela infiltração.

 

Fonte: O Estado de S. Paulo - SP


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