Seminário sintetiza contribuições de SP para diretrizes curriculares de Arquitetura e Urbanismo

O Brasil tem atualmente mais de 700 instituições de ensino de Arquitetura e Urbanismo em funcionamento. Para 2019, o CAU/SP projeta cinco mil formandos somente para São Paulo, cerca de um terço do estimado para todo o Brasil.

Discutir as diretrizes para a formação dos futuros colegas de profissão é a tarefa urgente que coordenadores de curso, conselhos profissionais, docentes e estudantes têm se dedicado nos últimos meses.

Nesta quinta-feira, 08/11, o CAU/SP promoveu um seminário com coordenadores de cursos de Arquitetura e Urbanismo de todo o Estado, que sintetizaram as contribuições de São Paulo para revisão das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) do ensino superior da área.

Reunidos no auditório da Unip (Universidade Paulista) no bairro paulistano do Paraíso, os coordenadores elaboraram um documento que será agregado às contribuições dos demais Estados por meio de um seminário nacional previsto para 2019.

A intenção é entregar o documento consolidado para o Conselho Nacional de Educação (CNE), e fazer a diferença na revisão das DCN em Arquitetura e Urbanismo.

Segundo o presidente da ABEA (Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo), João Carlos Correia, o CNE (o Conselho Nacional da Educação, órgão normativo e deliberativo do MEC) já se comprometeu a receber, em audiência pública, estas contribuições.

Oportunidade para a área de ensino

O coordenador da Comissão de Ensino e Formação (CEF-CAU/SP), José Antonio Lanchoti, lembrou que as revisões curriculares realizadas em 2010 foram feitas sem a participação da área, o que, provavelmente, não vai ocorrer nesta revisão por conta da abertura oferecida pelo CNE.

“Abrir essa discussão para os Estados já é um grande passo”, comentou, ressaltando que, a entrega das contribuições da área de ensino “não significa que tudo será acatado” pelo Conselho Nacional de Educação.

O presidente do CAU/SP, José Roberto Geraldine Junior, ressaltou que outros conselhos profissionais já estão fazendo suas próprias contribuições para a revisão das diretrizes curriculares de suas respectivas áreas, conforme informado no Fórum de Ensino dos Conselhos Profissionais.

Ele destacou ainda que é um momento de apreensão, não somente por causa do período de transição governamental, em que não há certezas sobre o “lugar” do Ensino Superior no governo –permanece no MEC? Vai para a pasta de Ciência e Tecnologia?—mas também pelas mudanças já ocorridas no mercado, como o avanço do Ensino à Distância, e a redução da carga horária.

“Nós sabemos que há uma expectativa de que as áreas de ensino encaminhem propostas, e também que a Câmara de Educação Superior [vinculada ao CNE, do MEC] tem analisado propostas de diversas áreas, conforme observado na pauta das reuniões da Câmara de Educação Superior do CNE”, disse ele.

Temas em debate

Ensino à Distância (EaD), Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social, e a questão da segurança das edificações são alguns dos principais temas inseridos na proposta já elaborada para a revisão das diretrizes curriculares dos cursos de Arquitetura e Urbanismo.

A Coordenadora da Comissão de Ensino e Formação do CAU/BR, Andrea Vilella, ressaltou que o eixo fundamental desta revisão é “fortalecer a tríade: ensino, exercício e compromisso social”.

Comentando alguns dos itens mais controversos da proposta de revisão, ela lembrou que, no caso do Ensino à Distância, não há diferença legal em termos de diploma quanto ao curso presencial.

“Até onde a gente sabe, nós não encontramos ensino de Arquitetura e Urbanismo integralmente à distância em nenhum país [entre aqueles que têm instituições de destaque]. Por percentil, sim, o EAD pode contribuir com o ensino, claro. Ele pode substituir o presencial? Não”, ponderou a coordenadora do CAU/BR.

O presidente da ABEA destacou que a proposta de revisão já incorpora algumas sugestões do MEC para a revisão das DCN, e que alguns itens, por fazerem parte da pauta de outros conselhos profissionais, têm chances favoráveis de serem acatados.

A exigência de uma relação 15: 1 de alunos por docente é um destes casos. “Isso estava no documento ‘Perfis da Área & Padrões de Qualidade’ [do MEC], sumiu,e  voltamos a introduzir. E o mais interessante: na diretriz da Farmácia, eles também têm um índice semelhante. Então, acreditamos que vamos ter sucesso”, afirmou.

Nos próximos dias, após a compilação das propostas apresentadas, o CAU/SP vai divulgar o texto com as contribuições de São Paulo para conhecimento dos arquitetos e urbanistas.

Fonte: CAU

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